A mensagem informa uma compra que você não reconhece. Logo abaixo, um telefone para contestar. Você decide ligar, porque conversar com uma central parece mais seguro do que clicar num link.
A chamada atende com gravação, menu de opções e música de espera. Tudo combina com a ideia de atendimento bancário.
Só que você pode ter ligado para o número escolhido pelo próprio criminoso.
Quando a iniciativa de ligar também faz parte da armadilha
Essa é a diferença desta abordagem: a mensagem faz você procurar uma central falsa. O fato de ter iniciado a ligação não torna o contato confiável.
A chamada pode usar uma URA, nome dado ao atendimento automático que pede para escolher opções no teclado. Esse recurso é usado por empresas legítimas, mas a gravação, o menu e a música podem ser imitados.
Um número 0800 tampouco comprova vínculo com o seu banco.
O atendimento que aumenta a urgência
Depois de confirmar alguns dados, a pessoa afirma que precisa bloquear uma fraude. A conversa pode terminar em pedidos de códigos, instalação de acesso remoto ou transferência para uma suposta conta protegida.
Saber seu nome ou mencionar seu banco não é prova suficiente de identidade. A verificação mais importante é a origem do canal que você usou.
Como conferir sem seguir a orientação do suspeito
- Encerre a chamada.
- Abra o aplicativo oficial do banco por conta própria.
- Consulte a movimentação e procure o atendimento dentro do aplicativo.
- Se preferir telefone, use o número impresso no cartão.
- Não volte a usar o número recebido na mensagem suspeita.
Em telefone fixo, se houver dúvida sobre o encerramento da ligação, use outro aparelho ou o aplicativo para fazer a confirmação.
Já informou um código ou fez uma operação?
Procure imediatamente o banco por um canal independente. Explique o que foi compartilhado e peça orientação para proteger os acessos e contestar operações.
Guarde a mensagem inicial, o número utilizado e os comprovantes. Não siga instruções adicionais do suposto atendente para “desfazer” o que aconteceu.
Leia também: Golpe da falsa central e mão fantasma.
Fontes e vídeo
O Vamos por Partes! inclui falso 0800 e falsa URA na descrição do vídeo. O Ministério da Justiça orienta vítimas de falsa central a procurar os canais oficiais.