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Falso intermediário: você vê o carro e ainda pode cair no golpe

O carro existe e o dono também. No golpe do falso intermediário, o criminoso controla a conversa para desviar o pagamento. Veja o que conferir antes de negociar.

Você encontrou um carro com preço interessante. Marcou uma visita, viu o veículo e conversou com quem estava com a chave. Parece difícil imaginar uma fraude depois de tantas confirmações.

Mas existe uma pergunta que ainda precisa ser respondida: quem está recebendo o dinheiro?

No golpe do falso intermediário, o produto pode ser real. O criminoso se coloca entre comprador e vendedor e conta uma história diferente para cada lado.

Duas conversas que não se encontram

Para o comprador, ele pode dizer que o proprietário é um parente ou alguém que está apenas mostrando o veículo. Para o vendedor, apresenta o interessado como conhecido ou cliente.

Em seguida, tenta controlar a conversa: pede que ninguém comente valores, inventa uma dívida particular ou diz que está acertando uma comissão por fora.

O comprador acredita estar fechando com quem tem autorização para vender. O proprietário acredita estar recebendo um interessado legítimo. A presença dos dois no mesmo local dá credibilidade a uma negociação que nenhum deles conhece por inteiro.

O silêncio sobre o preço é um alerta

Antes de pagar, converse diretamente com o proprietário sobre o valor anunciado, as condições e quem receberá o dinheiro.

Se alguém exige segredo sobre esses pontos, interrompa a negociação. Uma intermediação legítima precisa ter papéis e condições claros para todos.

Ver o veículo confirma que ele existe. Não confirma que a pessoa no WhatsApp pode vendê-lo ou receber em nome do dono.

O que conferir antes da transferência

  1. Compare o anúncio, os documentos e a identificação das pessoas envolvidas.
  2. Confirme diretamente com o proprietário o preço e as condições.
  3. Esclareça qualquer participação de terceiros e registre o acordo.
  4. Confira o beneficiário do pagamento antes de autorizar.
  5. Não aceite pressa como motivo para pular a verificação.

Uma conta de terceiro exige esclarecimento verificável. Não basta uma mensagem dizendo que é de um irmão, sócio ou funcionário.

Se o pagamento já aconteceu

Avise seu banco rapidamente, preserve os comprovantes e registre a ocorrência. Informe a plataforma onde viu o anúncio e guarde as conversas com todos os envolvidos.

Evite concluir, sem provas, que o proprietário participou do golpe: ele também pode ter sido enganado.

Leia também: Aluguel falso.

Para conhecer o tema

O vídeo do Vamos por Partes! apresenta o falso intermediário. A cartilha do Ministério da Justiça sobre fraudes também inclui essa modalidade.

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